Sabedoria universal    (Templários)
O Misticismo dos Templários - Parte 1
por Franklin de Mattos


Os livros escolares pintavam um retrato romântico da primeira Cruzada: cavaleiros nas suas lindas armaduras lutavam contra os árabes infiéis em nome de Deus. Na realidade, nada podia estar mais longe da realidade.

O mundo árabe era relativamente calmo e civilizado naquela época. A um cavalheiro árabe esperava-se que fosse um poeta e um filósofo assim como um guerreiro. Tinham calculado corretamente a distância da terra à lua. E um árabe tinha sugerido mesmo que se fosse possível dividir o átomo, libertaria suficiente energia para destruir uma cidade do tamanho de Bagdad. Além disso, a própria Jerusalém era uma cidade multicultural. Os judeus, os muçulmanos e os cristãos viviam harmoniosamente. Era permitido aos cristãos em peregrinações a Jerusalém atravessar os lugares Santos.

Em contraste com o bando de Europeus bárbaros que atingiam o Oriente Médio, eram selvagens em fúria. Queimava-se, pilhava-se, violava-se e destruia-se à sua maneira através da Europa e dos Balcãs. Quem chegou primeiramente a Byzantium na resposta à chamada de Alexius para a ajuda foi um conjunto de 15.000 vagabundos, conduzido por um monge carismático chamado Pedro o hermita.

O imperador ficou horrorizado. Esperava talvez uma ou duas centenas de cavaleiros armados do papa. Certamente não iria deixar entrar Pedro e os seus desordeiros bárbaros na sua cidade. Foram seguidos por milhares de Francos e de povos germânicos, includindo cavaleiros e seus seguidores. Alexius enviou-os a todos desordeiramente através do Bósfarus na Turquia. Estava feliz por vê-los pelas costas.

Quando os Cruzados chegaram à Turquia do norte, o massacre começou. A cidade de Lycea foi capturada e loteada. Os relatórios diziam que bebés tinham sido retalhados. Os idosos eram sujeitos a todos os tipos de tortura. Infelizmente, a maioria dos habitantes de Lycea eram realmente Católicos
.

Surgem os Monges Guerreiros

Duas novas Ordens militares tinham aparecido com a Igreja, centradas em Jerusalém. Uma os Hospitaleiros cujo objetivo original se inclinou para os doentes e feridos . A segunda ordem tinha como objetivo consideravelmente mais perigoso, o de proteger os peregrinos dos ataques Sarracenos.

Hugues de Payen, um nobre Francês que chegou quando da primeira cruzada, em 1119, oferecia os seus humildes serviços ao primeiro rei de Jerusalém Baldwin I. Ele, juntamente com mais oito colegas cavaleiros, devotaram-se a policiar as rotas usadas pelos peregrinos.

Aqui começam os mistérios: Que chances teriam nove homens contra um ataque de milhares de Sarracenos?

Não se sabe, portanto, por que motivos, Baldwin estava tão impressionado com os seus esforços que lhes ofereceu a mesquita de Al-Aqsa. E esta mesquita tinha sido construída num local que antes fora ocupado pelo próprio Templo Sagrado de Salomão. Consequentemente, foi esse o nome que Hugues de Payen deu à nova Ordem: A Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão — Cavaleiros dos Templários.


Eram "pobres" cavaleiros porque eles eram também monges. Tinham feito os votos usuais de pobreza, castidade e obediência para com os seus superiores. Eram frequentemente ilustrados em pares cavalgando um único cavalo. Ou eram realmente pobres, ou simplesmente representava a sua nobre pobreza, o desconhecimento do significado é total.

Alguns começaram a imaginar os Templários com uma reverência romântica e ofereciam-se como novo recrutas. A Ordem cresceu; lentamente no início, depois mais célere. Eram treinados como guerreiros, e tornavam-se grandes cavaleiros de guerra. As suas atividades também variavam. Do papel principal de proteger os peregrinos, gradualmente se tornaram vistos como defensores militares da Terra Santa.

A Ordem cresceu não só em termos de número de Monges-Guerreiros, mas em termos de recursos financeiros, de terras, de pode político e de pretígio, pois só se reportavam diretamente ao Papa, ganhando autonomia gerencial e oprecional em qualquer país que estivesse.

Apenas como curiosidade lembramos que os Templários tiveram papel ativo na península Ibérica, consolidando os estados nacionais de Portugal e Espanha. Essa importância é tamanha que quando a Ordem é destruída, não se realizam prisões em Portugal e o próprio rei “herdando” as propriedades dos Templários, cria uma nova Ordem : a Ordem do Cristo, que tem como símbolo a Cruz (estilizada) dos templários. Atualmente existem sérias evidências da participação dos Templários no “achamento” do Brasil e na fundação de Sagres.

Este artigo não pretende esgotar o assunto sobre templários, mas trazer algumas luzes referentes a estas ordem e seus mistérios.

Entre vitórias e batalhas, sureg tambem o declínio da ação militar no Oriente Médio, principalmente quando Saladino consegue reunir todas as forças do Islam sob seu domínio, vencendo todas as batalhas.

O exército de Saladino de 60 000 homens saiu vitorioso do encontro com 25.000 cristãos. Durante os dois dias da batalha, Saladino usou o terreno e o clima brilhantemente em seu favor. Atacou as forças cristãs em deserto aberto, no calor flamejante, em terreno sem água, neste dia 230 cavaleiros morreram na batalha, ou foram executados imediatamente

No fim do século XIII, haviam várias centenas de casas dos Templários na Europa. A vasta maioria estavam situadas no que é agora a França moderna, mas haviam também fortes implantações em Portugal e na Espanha Ocidental, e uma certa emergência na Inglaterra e Itália. Tanto como como 9.000 terras arrendadas de Templários desde a costa atlântica à Polônia Oriental, e da Escandinávia à Sicília.

Os restantes dos Templários escaparam com seus tesouros e relíquias religiosas para Chipre, onde colocaram o seu quartel General em Limassol. Aí, tentaram se reagrupar, antes de confrontar o inimigo uma vez mais em Outremer. A maré da opinião popular na Europa, entretanto, começou a inverter-se contra eles, portanto eles mais voltam para o Oriente Médio.

No fim do século XIII, haviam centenas de casas dos Templários na Europa. A maioria estavam situadas no que é agora a França moderna, mas haviam também fortes implantações em Portugal e na Espanha Ocidental, e uma certa emergência na Inglaterra e Itália. Tanto como como 9.000 terras arrendadas de Templários desde a costa atlântica à Polônia Oriental, e da Escandinávia à Sicília. Num curto espaço de tempo, os Templários encontravam-se num papel inesperado. Tornaram-se nos primeiros Banqueiros Internacionais do Mundo.

Como? Simplesmente recebendo e guardando os tesouros dos nobres que viajavam. Eles recebiam o dinheiro numa fortaleza de um determinada cidade, emitiam uma ordem de crédito, que podia ser descontada na fortaelza de outra cidade.

Pelo décimo terceiro século, os Templários possuiam também uma frota imensa no mediterrâneo. Originalmente, isso era para o transporte dos peregrinos de Marselha ou da Rochelle para a Terra Santa, mas transportavam também bens para venda ou revenda no Oriente Médio. E na viagem de retorno pudiam trazer escravos ou outras especiarias orientais exóticas para a Europa.

O movimento do dinheiro e facilidades de crédito deve ter crescido juntamente com este transporte de peregrinos. Eram precisamente esses peregrinos que necessitavam o seu dinheiro protegido, e que tiravam partido de facilidades de crédito na própria Terra Santa.

Reis e nobres de toda a Europa tiraram rapidamente vantagem da garantia dos Templários pela segurança e honestidade. O Rei Henrique II de Inglaterra depositou muitos dos seus artigos de valor nos Templários de Londres, fundados em 1185. Em 1204-5 o rei João deixou mesmo as jóias da coroa nos seus cofres, assim como o seu sucessor Henrique III em 1261 durante a revolta dos Barões. Forneceram empréstimos — para os quais eram tirados dividendos — às casas reais.

Era sexta-feira, 13 de Outubro de 1307. Um dia fatal para os Templários, e lembrado supersticiosamente ainda nos nossos dias como a azarenta ‘sexta-feira 13’. Ao fim da tarde, agentes do rei Filipe IV atacaram. Num assalto fulminante, acusaram e prenderam Templários por toda a França. A data tinha sido escolhida pela coincidência da visita à França de vários líderes Templários, incluíndo o próprio Grande Mestre Jacques de Molay.

Mas quando os agentes entraram no Templo em Paris, sede dos Templários, descobriram que todos os documentos e, mais importante ainda para Filipe, o tesouro tinha sido removido. Os agentes também tentaram capturar a frota Templária, a maior da Europa, que estava atracada em La Rochelle. Mas uma vez mais se fustrou a intenção — a frota tinha já partido. Até hoje a vasta riqueza dos Templários nunca foi encontrada. Nem tão pouco foi descoberto para que porto a frota seguiu — ou onde atracou. Mas os Templários não tentaram escoder-se, e na manhã seguinte, vários milhares tinham sido feitos prisioneiros.

Juridicamente falando, essas prisões eram ilegais. Os Templários respondiam unicamente ao Papa. Mas o actual Papa, Clemente V, devolveu essa condição para Filipe. O rei Francês que transferiu o assento papal de Roma para Avignon na França, pediu que isso lhe fosse cedido. Filipe esteve também por trás da morte suspeita do precedente Papa, deixando assim o trono papal livre para Clemente.

Inevitavelmente, o Papa toma o partido de Filipe. E com apoio papal, ataques similares foram feitos aos Templários através da Europa. Iriam ser todos levados a julgamento. Aqueles que acatavam as acusações levadas contra eles eram abandonados com uma mísera pensão, deixados na miséria ou ainda como pedintes. Qualquer um que recusasse era encarcerado para toda a vida. Mais de 120 foram queimados na fogueira. Após sete anos de torturas, confissões forçadas e execuções sumárias, Clemente V aboliu oficialmente a Ordem dos Cavaleiros Templários a 22 de Março de 1312.

Inevitavelmente, o Papa toma o partido de Filipe. E com apoio papal, ataques similares foram feitos aos Templários através da Europa. Iriam ser todos levados a julgamento.

Aqueles que acatavam as acusações levadas contra eles eram abandonados com uma mísera pensão, deixados na miséria ou ainda como pedintes. Qualquer um que recusasse era encarcerado para toda a vida. Mais de 120 foram queimados na fogueira. Após as torturas, confissões e execuções, Clemente V aboliu oficialmente a Ordem dos Cavaleiros Templários a 22 de Março de 1312.

O Grande Mestre patriarca, Jacques de Molay, foi um dos que confessou. Mas a 14 de Março de 1314, enquanto ele era exibido no exterior da catedral de Notre-Dame em Paris para ouvir a sua sentença de prisão perpétua, De Moley discursou uma dramática declaração:

"Penso verdadeiramente" — proferiu ele, "Que neste solene momento eu deva proferir toda a verdade. Ante o céu e a terra, e com todos vocês aqui como minha testemunha, eu admito que sou culpado da mais grotesca das iniquidades. Mas essa iniquidade foi eu ter mentido ao ter admitido as grotescas acusações emitidas contra a Ordem. Declaro que a Ordem está inocente. A sua pureza e santidade estão acima de qualquer suspeita. Eu admiti de fato que a Ordem era culpada. Mas unicamente assim agi para evitar contra mim as terríveis torturas — A vida foi-me oferecida, mas pelo preço da infâmia. Por este preço, a vida não vale a pena ser vivida."

Como publicamente retratou a sua confissão, Jacques de Molay, o último de 22 Grandes Mestres da Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e Templo de Salomão, foi queimado vivo antes de um insulto popular em Paris.

E enquanto expirava, amaldiçoou o rei Francês e o Papa. Disse que no prazo de um ano seriam chamados a prestar contas pela perseguição aos Templários. Apenas um mês depois, o Papa Clemente V faleceu, aparentemente de causas naturais. A 29 de Novembro do mesmo ano, Filipe IV morreu também num acidente a cavalo enquanto caçava. Teriam assim os Templários poderes ocultos? Teria realmente efeito a praga de de Molay? Porque os templários foram destruídos? Quais seus segredos? Quais seus mistérios?

Esse serão os temas de nossos próximos artigos.

 


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