Em Busca da Verdade    (Suicídio - Uma idéia que não vale a pena)
Motivos para o Suicídio - Tendência ao Suicídio
por Gustavo Martins

Este tópico é de suma importância para o entendimento e para conscientizar os espíritos que desejam vencer as suas dificuldades.

Muitas vezes não compreendemos de onde parte a tristeza ou as idéias de suicídio, embora possam existir influencias negativas dos espíritos obsessores, existem também laços que nos ligam ao passado, a possíveis transgressões que realizamos através do auto-extermínio. Existem espíritos que voltam a Terra após uma ou mais encarnações de expiação e preparação para vencer, de uma vez por todas, a energia motivadora do suicídio. Muitas vezes essa "marca" acompanha o espírito há muito tempo e é necessário vencê-la para vencer a tristeza e continuar o caminho rumo à libertação.

Para muitos a tristeza e o movimento interior que estimula o ato suicida são insuportáveis, mas, estudando a doutrina espírita poderá comprovar o estudante que aquele que vencer essa tendência será triunfante na sua prova e vencerá de uma vez por todas a tristeza que o arrasta novamente para o suicídio. Falaremos um pouco depois sobre como é possível trabalhar em favor de si próprio para se “desconectar” do movimento auto-aniquilamente, por agora é necessário entender que pode existir sim uma tendência suicida e que o espírito deve encarar essa prova como crucial para esta existência e as futuras, que estarão intimamente ligadas com a sua decisão, podendo ser tranqüilas e abençoadas de oportunidades se ele triunfar ou expiatórias e dolorosas, caso ele sucumba.

Suicidar-se não exterminará a tristeza ou a idéia de suicídio que vibra em sua mente, somente a transformação interior através de empenho e dedicação, além de muita paciência serão capazes de levar o espírito a sensação de paz, com a consciência tranqüila.

Abaixo copiamos trechos dos livros O Céu e Inferno, O Consolador e A Terra e o Semeador que abordam o tema "Tendência ao Suicídio".

... Orai comigo para que o Espírito que tão fatalmente me obsidiou renuncie à sua vingança, e orai por mim para que adquira a energia, a força necessária para não ceder à prova do suicídio voluntário, prova a que serei submetido, dizem-me, na próxima encarnação.

... O arrependimento, bem o sabeis, é apenas a preliminar indispensável à reabilitação, mas não é o bastante para libertar o culpado de todas as penas. Deus não se contenta com promessas, sendo preciso a prova, por atos, do retorno ao bom caminho. Eis por que o Espírito é submetido a novas provações que o fortalecem, resultando-lhe um merecimento ainda maior quando delas sai triunfante.

... Vemos ainda por aí que todas as existências são solidárias entre si; que a justiça e bondade divinas se ostentam na faculdade ao homem conferida de progredir gradualmente, sem jamais privá-lo do resgate das faltas; que o culpado é punido pela própria falta, sendo essa punição, em vez de uma vingança de Deus, o meio empregado para fazê-lo progredir.

Allan Kardec – O Céu e o Inferno

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252 - Somente se recebe a ofensa a que se fez jus no cumprimento das provas? E considerando a intensidade dessa ou daquela provação, poderá alguém reencarnar fadado ao suicídio e ao crime?
-Receberemos a dor de acordo com as necessidades próprias, com vistas ao resgate do passado e à situação espiritual do futuro.
No capítulo da ofensa, quando a recebemos de alguém que se encontra dentro do nosso nível de compreensão e do plano evolutivo, é certo que se trata de provação bem amarga, indispensável ao nosso processo de regeneração própria.
Existem, porém, no mundo, as pedradas da ignorância e da má-fé, partidas dos sentimentos inferiores e convém que o cristão esteja preparado e sereno, de modo a não recebê-las com sensibilidade doentia, mas com o propósito de trabalho e esforço próprio, conhecendo que as mesmas fazem parte do seu plano de vida temporária, aonde veio para se educar, colaborando ao mesmo tempo na educação de seus semelhantes.
Relativamente ao suicídio é oportuno repetir que a obra de Deus é a do amor e do bem, de todos os planos da vida, e devemos reconhecer que, se muitos Espíritos reencarnam com a prova das tentações ao suicídio e ao crime, é porque esses devem agir como alunos que, havendo perdido uma prova em seu curso, voltam ao estudo da mesma no ano seguinte, até obterem conhecimento e superioridade na matéria. Muitas almas efetuam a repetição de um mesmo esforço e, por vezes, sucumbem na luta, sem perceberem a necessidade de vigilância, sem que possamos, de modo algum, imputar a Deus o fracasso de suas esperanças, porque a Providência Divina concede a todos os seres as mesmas oportunidades de trabalho e de habilitação.

Da obra "O Consolador" – Espírito: Emmanuel – Médium: Francisco Cândido Xavier


Como compreender o ato do suicídio em face da fatalidade da morte? Alguém estaria predestinado a tal tipo de desencarnação?
Não. Jamais há fatalidade para os atos conscientes da vida.
"....confundis sempre duas coisas bem distintas.” – alertam-nos os Espíritos, respondendo à questão 861 de O Livro dos Espíritos – "os acontecimentos materiais da vida e os atos da vida moral. Se, algumas vezes, há fatalidade, é nos acontecimentos materiais cuja causa está fora de vós, e que são independentes da vossa vontade. Quanto aos atos da vida moral, eles emanam sempre do próprio homem, que tem sempre, por conseguinte, a liberdade de escolha; para esses atos, pois, jamais há fatalidade."
Este é o mesmo pensamento de Emmanuel, externado ao responder à incisiva pergunta:
"- É fatal o instante da morte?
- Com exceção do suicídio, todos os casos de desencarnação são determinados previamente pelas forças espirituais que orientam a atividade do homem sobre a Terra.
Esclarecendo-vos quanto a essa exceção, devemos considerar que, se o homem é escravo das condições externas da sua vida no orbe, é livre no mundo íntimo, razão por que, trazendo no seu mapa de provas a tentação de desertar da vida expiatória e retificadora, contrai um débito penoso aquele que se arruína, desmantelando as próprias energias.
A educação e a iluminação do íntimo constituem o amor ao santuário de Deus em nossa alma. Quem as realiza em si, na profundeza da liberdade interior, pode modificar o determinismo das condições materiais de sua existência, alçando-a para a luz e para o bem. Os que eliminam, contudo, as suas energias próprias, atentam contra a luz divina que palpita em si mesmos. Daí o complexo de suas dívidas dolorosas.
E existem ainda os suicídios lentos e gradativos, provocados pela ambição ou pela inércia, pelo abuso ou pela inconsideração, tão perigosos para a vida da alma, quanto os que se observam, de modo espetacular, entre as lutas do mundo.
Essa a razão pela qual tantas vezes se batem os instrutores dos encarnados, pela necessidade permanente de oração e de vigilância, a fim de que os seus amigos não fracassem nas tentações."

Francisco Cândido XAVIER - O Consolador. Pelo Espírito Emmanuel. q. 146.


136 – CAUSAS DOS SUICÍDIOS

PERGUNTA - – O suicídio é conseqüência de fatores psicológicos em desagregação ou de influências espirituais em evolução?
CHICO XAVIER – Todos sabemos: cada espírito é senhor de seu próprio mundo individual.
Quando perpetramos a deserção voluntária dos nossos deveres, diante das leis que nos governam, decerto que imprimimos determinadas deformidades no corpo espiritual. Essas deformidades resultam das causas cármicas estabelecidas por nós mesmos, pelas quais sempre recebemos de volta os efeitos das próprias ações.
Cometido o suicídio, nessa ou naquela circunstância, geramos lesões e problemas psicológicos na própria alma, dificuldades essas que seremos chamados a debelar na próxima existência, ou nas próximas existências, segundo as possibilidades ao nosso alcance.
Assim, formamos, com um suicídio, muitas tentações a suicídio no futuro, porque em nos reencarnando, carregamos conosco tendências e inclinações, como é óbvio, na recapitulação de nossas experiências na Terra.
Quando falamos “tentações” não nos referimos a esse tipo de tentações que acreditamos provir de entidades positivamente infelizes, cristalizadas na perseguição às criaturas humanas. Dizemos tentação oriunda de nossa própria natureza.
Sabemos que a tentação em si, na verdadeira acepção da palavra, nasce dentro de nós. Por isso mesmo poderíamos ilustrar semelhante argumento lembrando um prato de milho e um brilhante de alto preço: levado o brilhante de alto preço à percepção do cavalo, por exemplo, é certo que o eqüino não demonstraria a menor reação; mas em apresentando a ele o prato de milho, fatalmente que ele reagirá, desejando absorver a merenda que lhe está sendo apresentada.
Noutro ponto de vista, um homem não se interessaria por um prato de milho, no entanto se interessaria compreensivelmente pelo brilhante.
Justo lembrar que a tentação nasce dentro de nós.
Quando cometemos suicídio, plasmamos causas de sofrimento muito difíceis de serem definitivamente extirpadas. Por isso, muitas vezes, os irmãos suicidas são repetentes na prova da indução ao suicídio, descendo, desprevenidos, à desconsideração para consigo próprios.
Benfeitores da Vida Maior são unânimes em declarar que, em todas as ocasiões nas quais sejamos impulsionados a desertar das experiências a que Deus nos destinou na vida terrestre, devemos recorrer à oração, ao trabalho, aos métodos de autodefesa e a todos os meios possíveis da reta consciência, em auxílio de nossa fortaleza e tranqüilidade, de modo a fugirmos de semelhante poço de angústia

A Terra e o Semeador – Chico Xavier



Perguntas Respondidas