Em Busca da Verdade    (Suicídio - Uma idéia que não vale a pena)
Consequências do Suicídio - Introdução
por Gustavo Martins

O O suicídio está entre as transgressões mais graves que um espírito pode realizar no plano físico, rompendo os laços entre o espírito e o corpo através da rebeldia, o suicida acaba com as possibilidades de reverter os erros nesta encarnação e adquire um débito gravíssimo.

A morte não resolverá o seu problema, pois a vida não acaba e o motivo que o levou ao suicídio continuará no além-túmulo, após a desencarnação não acabam os sintomas que levaram o espírito imprevidente ao suicídio: a consciência do culpado continua a martirizá-lo, o depressivo continua triste, procurando o sentido da sua vida, o dependente químico mantém a sede insaciável, mas sem ter como se drogar, o coração abandonado continua sozinho, mas agora não poderá procurar por outra paixão e o homem que perdeu as riquezas agora também está sem recursos espirituais.

Conforme mostraremos o suicida deverá percorrer um longo caminho para quitar os seus compromissos e continuar o caminho que interrompeu, embora adquira vários débitos ele não regride, mas estaciona e deverá percorrer um retorno desnecessário, podemos imaginar que ele escolheu uma bifurcação errada no meio do caminho e deverá percorrer uma estrada de retorno para voltar a essa bifurcação. Se escolher novamente o caminho errado deverá obrigatoriamente percorrer o retorno e quando finalmente optar pelo caminho certo continuará sua caminhada.

Após a morte, antes que o Espírito se oriente, gravitando para o verdadeiro "lar espiritual" que lhe cabe, será sempre necessário o estágio numa "antecâmara", numa região cuja densidade e aflitivas configurações locais corresponderão aos estados vibratórios e mentais do recém-desencarnado. Aí se deterá até que seja naturalmente "desanimalizado", isto é, que se desfaça dos fluidos e forças vitais de que são impregnados todos os corpos materiais. Por aí se verá que a estada será temporária nesse umbral do Além, conquanto geralmente penosa. Tais sejam o caráter, as ações praticadas, o gênero de vida, o gênero de morte que teve a entidade desencarnada - tais serão o tempo e a penúria no local descrito. Existem aqueles que aí apenas se demoram algumas horas. Outros levarão meses, anos consecutivos, voltando à reencarnação sem atingirem a Espiritualidade. Em se tratando de suicidas o caso assume proporções especiais, por dolorosas e complexas. Estes aí se demorarão, geralmente, o tempo que ainda lhes restava para conclusão do compromisso da existência que prematuramente cortaram. Trazendo carregamentos avantajados de forças vitais animalizadas, além das bagagens das paixões criminosas e uma desorganização mental, nervosa e vibratória completas, é fácil entrever qual será a situação desses infelizes para quem um só bálsamo existe: a prece das almas caritativas!
Se, por muito longo, esse estágio exorbite das medidas normais ao caso - a reencarnação imediata será a terapêutica indicada, embora acerba e dolorosa, o que será preferível a muitos anos em tão desgraçada situação, assim se completando, então, o tempo que faltava ao término da existência cortada.

Yvone Pereira – Memórias de Um Suicida

Separamos as conseqüências do suicídio em diferentes tópicos para melhor compreensão:

- Sensações

- Destino

- Período de expiação no Umbral

- Futuras encarnações

- Conseqüências para os responsáveis envolvidos no suicídio – encarnados e desencarnados.

 



Perguntas Respondidas