Palavras de Psicólogo    (Palavras de Psicológo)
Entre 8 e 80 Existem 72 Possibilidades
por Karina Penido

Por que diante das situações difíceis muitas vezes ficamos paralisados, perdidos e com medo a ponto de acharmos que não temos mais saída, que não vamos conseguir mudar as coisas? O medo realmente pode nos paralisar, por exemplo, se temos medo de leão, nós fugimos pois sabemos que não podemos enfrentá-lo, mas, se temos medo de barata, nós também fugimos. Então, muitas vezes fugimos daquilo que podemos enfrentar, fugimos de nós mesmos, das nossas dificuldades, dos nossos problemas por achar que não sabemos o que fazer. Será que não temos alternativas? Será que só há uma possibilidade de ser no mundo? Será que não podemos ser ou agir de outra maneira?

A verdade é que entre 8 e 80 existem 72 possibilidades que não enxergamos. A solução dos nossos problemas muitas vezes está no próprio problema, está dentro de nós. Racionalize-o, busque entendê-lo. Nós sempre achamos que o problema é maior do que ele é realmente.

Na verdade, o problema devia ser chamado de “DESAFIO”. Precisamos começar a ver o que ele está querendo dizer para nós, pois, muitas vezes, o problema surge para nos ensinar o que devemos melhorar, só que nós fugimos de nós mesmos. As crises são exatamente isso: oportunidades para questionar e redefinir nossas vidas e continuar crescendo. Em uma crise, muitas vezes não temos alternativas, temos buscar mudanças. É como cair num rio, ou sai nadando ou se afoga.

Em nossa sociedade existe a idéia de que os problemas são ruins e, portanto, devem ser evitados. Porém, não são os problemas em si que são ruins, mas principalmente a maneira como lidamos com eles. Para enxergar as 72 possibilidades é preciso ter flexibilidade e vencer a rigidez. Assim, um rio pode atravessar uma rocha, é mera questão de tempo.

Neste momento, em que os caminhos conhecidos já não servem, é bom avaliar por que as velhas rotas ficaram intransitáveis e quais as novas que podem ser traçadas. Precisamos reforçar nossa crença de que somos competentes para mudar e recomeçar. Isso significa aprender a crescer novamente, ativamente. A nossa vida não vem pronta, mas passa por transformações contínuas. Podemos enxergar a vida como algo estático, predeterminado ou de uma forma diferente, como um processo, como algo que nós construímos e podemos modificar.

A vida é um edifício de vários andares, existem múltiplas histórias, mas as pessoas contam apenas uma, como se elas estivessem em um só andar, sem elevador, escadas e saídas de emergência, presas numa só história, principalmente quando estamos com algum problema, ficamos afundados como se a nossa história girasse em torno dele. O trabalho do psicólogo é construir andaimes na lateral do edifício, para que as pessoas possam se libertar e ter acesso a outros andares de suas vidas. Muitas vezes, mesmo tendo aversão ao problema, vivemos em função do mesmo, supervalorizando-o.

O nosso trabalho como psicólogo é procurar outros fatos para incorporar à história da pessoa, coisas que estão no seu próprio relato, mas não são valorizadas e vivenciadas plenamente. E a mudança se dá por meio das redescrições, das novas nuances e dos diferentes significados atribuídos a situações vividas ou imaginadas.

Segundo Anderson (1997), o propósito da terapia é ajudar as pessoas a contarem suas narrativas em primeira pessoa para que elas possam transformar suas identidades naquelas que lhes permitam desenvolver entendimentos de suas vidas e eventos, que permitam múltiplas possibilidades de maneiras de ser e agir no mundo em qualquer período ou em qualquer circunstância, e que as ajude a ter acesso e a expressar e executar sua autoria ou seu senso de autoria.

Mas de que maneira a nossa fala na terapia nos ajuda a mudar? Nas palavras de Vicente (1998), estar em linguagem na terapia faz do humano um produtor de significado e um contador de estórias. Assim o conversar é um estar com o outro contando coisas e ouvindo o que os outros contam; entre estas, estão as coisas que contamos de nós mesmos (linguajar sobre nossas emoções e nossas idéias) e as que os outros contam de nós. Por estar continuamente imerso nesta rede de narrativas que, estão sempre sendo escritas e reescritas por nós mesmos e pelos outros. Nós não somos uma entidade estável e duradoura, mas um vir a ser a partir das conversações que vivenciamos.

Nós psicólogos não somos especialistas em vidas, mas podemos ser co-construtores de vidas.

 

Referências:

Anderson, H. (1997) Conversation, Language, and Possibilities: A Postmodern Approach to Therapy. New York: Basic Books.

Vicente, A. T. (1998) Terapia Centrada no Pedido e nos Recursos: Um modelo de Atendimento III Congresso Brasileiro de Terapia Familiar, no Rio de Janeiro, R.J., em julho.


Perguntas Respondidas
Assunto: motivação para encarar e mudar Data : 16/06/2010
Pergunta:

Hoje 16 de junho de 2010 estou como mostra o seu artigo, paralizada e totalmente perdida.Quero muito inverter esse estado de coisas que estou vivendo, sabe aquele momento que você percebe que o outro não entende nada do que você fala?Está assim com 0 meu marido, que é teimoso, averso as mudanças, e com isto estou perdendo a vivacidade de recomeçar, por mais que peço ajuda prá Deus, e sei que com isso estou adoecendo. O que me sugere? Aguardo.Obrigado.Tenho 54 anos e meu marido 59, estamos casados há 31 anos, um casal de filhos e um neto.

Resposta:

Prezada Leitora

Nos relacionamentos os sentimentos ficam tão intensos e misturados que é até difícil identificar o que se sente. Procure entender que você e seu marido são pessoas diferentes, com histórias diferentes vivendo juntos. E quando vivemos juntos queremos que o outro realize nossos desejos, satisfaça nossas vontades e que corresponda as nossas expectativas, mas na maioria das vezes isso não acontece porque somos pessoas diferentes com visões e atitudes distintas. Quando assumimos uma atitude de querer mudar os outros acabamos sofrendo. Mas há uma maneira de conseguir algumas mudanças começando a fazê-las em nós mesmos. Se modificarmos nossa atitude e pensamentos em direção a harmonia, a serenidade e a compreensão acabamos sendo também compreendidos e recebemos coisas boas. As pessoas devem vivem juntas para somar ou aprender umas com as outras e não para tentar modificá-las. Foque suas energias em você. Se da maneira que você está fazendo não está funcionado, tente de outra maneira. Não perca a vivacidade de recomeçar! Lembre-se que entre 8 e 80 existem 72 possibilidades.

Espero ter ajudado

Fique em paz amigo

Karina Penido Ribeiro

Psicóloga Terapeuta de Família

Clínica CTERC -Clínica Terapêutica Ribeiro de Campos

http://www.cterc.com.br


Assunto: fim relacionamento Data : 21/06/2010
Pergunta:

pREZADO COLUNISTA MINHA COMPANHEIRA ME ABANDONOU O QUE DEVO FAZER ESTOU ELOUQUECIDO DE TANTO AMAR E ELA SO ME DESPREZA QUANDO LIGO ME OFENDI TERRIVELMENTE DESCOBRI EM UM CENTRO DE UBANDA QUE ELA AINDA AMA SEU ANTIGO MARIDO QUE A DESPREZOU CASANDO COM OUTRA MULHER E TENDO 2 FILHOS

Resposta:

Prezado Leitor

A dor da perda pode nos paralisar, nos fazer perder o sentido da vida. Ficamos estacionados e confusos nos novos papéis a serem desempenhados após a perda. Lembre-se do que falei no artigo:"a nossa vida não vem pronta, mas passa por transformações contínuas. Podemos enxergar a vida como algo estático, predeterminado ou de uma forma diferente, como um processo, como algo que nós construímos e podemos modificar". Caro amigo foque suas energias agora em você, na sua vida daqui pra frente, não deixe seus pensamentos ficarem voltados para sua companheira. Tente não ficar revivendo as mágoas, mas reinvista em outros vínculos e outras fontes de gratificação, retome seu ciclo de vida, faça planejamentos de projetos para o presente e futuro. Canalize todo esse amor que te afogas para ajudar as pessoas, faça um trabalho voluntário. O apego e o sentimento de posse nos fazem sofrer e crer que não há possibilidade de vida fora daquele relacionamento ou daquela forma de se relacionar. Independe de qualquer pessoa, você é um ser humano repleto de potencialidades....olhe pra si mesmo, identifique-as e segue sua vida em paz.

Espero ter ajudado

Fique em paz

Karina Penido Ribeiro

Psicóloga Terapeuta de Família

Clínica CTERC -Clínica Terapêutica Ribeiro de Campos

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Assunto: perca de um filho Data : 06/07/2010
Pergunta:

O Q FAZER PRA SABER LIDAR COM ESSA DIFICIL PERCA U FILHO

Resposta:

Prezado Leitor

A dor da perda pode nos paralisar, nos fazer perder o sentido da vida. Ficamos estacionados e confusos nos novos papéis a serem desempenhados após a perda e na árdua tarefa do processo de luto. Cada pessoa tem um tempo de luto, mas é preciso reorganizar o sistema familiar realinhando as relações e restituindo o senso de identidade. Lembre-se que na verdade não é uma perda porque seu filho está agora vivo em outra dimensão e que está buscando a sua evolução espiritual e você também precisava buscar a sua. Ele já cumpriu o que se comprometeu a fazer aqui na terra. Não deixe que essa perda desvie o seu caminho de evolução. Para se ajudar comece a trabalhar o seu pensamento, quando pensar no seu filho, não pense que o perdeu e sim que ele está bem onde está, que está buscando o seu caminho de luz. Reinvista em outros vínculos e outras fontes de gratificação, retome seu ciclo de vida, faça planejamentos de projetos para o presente e futuro. Busque recursos disponíveis para o enfrentamento e superação da crise, tais como trabalho voluntário, encontrar os amigos, ajudar as pessoas mais necessitadas, pois tudo isso trás imensos ganhos para nossa alma, preenche o vazio. Se não conseguir ativar essas redes de apoio busque a ajuda de um profissional. Hoje em dia tem até terapia do luto.

Espero ter ajudado

Fique em paz amigo

Karina Penido Ribeiro

Psicóloga Terapeuta de Família

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Assunto: perdas Data : 16/09/2010
Pergunta:

Porque sofremos tanto ao perder um filho?Meu filho partiu a um ano as vezes parece que faz poucos dias, a dor é muito grnde.

Resposta:

A dor da perda pode nos paralisar, nos fazer perder o sentido da vida. Ficamos estacionados e confusos nos novos papéis a serem desempenhados após a perda e na árdua tarefa do processo de luto. Cada pessoa tem um tempo de luto, mas é preciso reorganizar o sistema familiar realinhando as relações e restituindo o senso de identidade. Lembre-se que na verdade não é uma perda porque seu filho está agora vivo em outra dimensão e que está buscando a sua evolução espiritual e você também precisava buscar a sua. Ele já cumpriu o que se comprometeu a fazer aqui na terra. Não deixe que essa perda desvie o seu caminho de evolução. Para se ajudar comece a trabalhar o seu pensamento, quando pensar no seu filho, não pense que o perdeu e sim que ele está bem onde está, que está buscando o seu caminho de luz. Reinvista em outros vínculos e outras fontes de gratificação, retome seu ciclo de vida, faça planejamentos de projetos para o presente e futuro. Busque recursos disponíveis para o enfrentamento e superação da crise, tais como trabalho voluntário, encontrar os amigos, ajudar as pessoas mais necessitadas, pois tudo isso trás imensos ganhos para nossa alma, preenche o vazio. Se não conseguir ativar essas redes de apoio busque a ajuda de um profissional. Hoje em dia tem até terapia do luto.

Espero ter ajudado

Fique em paz amigo

Karina Penido Ribeiro

Psicóloga Terapeuta de Família

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Av. Nossa Senhora de Copacabana, 540, 1204 - Rio de Janeiro - Tel: 21-2235-0983


Assunto: Filhos e padrasto Data : 01/10/2010
Pergunta:

Minhas filhas tem um relacionamento muito difícil com o padrasto que praticamente as criou pois qdo casei tinham 6 e 8 anos de idade. Ele é uma pessoa de ótimo coração mas rude em suas palavras por ser militar, porém as adora mas elas não aceitam qdo ele fala no intuito de educar. O pai delas é ausente e achop que no intimo o padrasto é tudo o que elas queriam que o pai fosse.Eles as cria sem distinção mas na hora de educar por ser rude elas não aceitam e vivemos em eterno litigio. Hoje elas estaõ com 21 e 24 anos mas continuo pisando em ovos no relacionamento deles.Amo a todos e sofro muito com isso.Elas depois das constantes desavenças me pedem desculpas e dizem que querem a minha felicidade e por isso aturam o padrasto.Mas não é isso que quero.Quero a harmonia e a paz entre eles.Me oriente por favor, se puder pois esta tudo muito resumido.Muita luz!

Resposta:

Eu já atendi uma família como a sua, o padastro amava o casal de filhos que a esposa tinha e tentava ser o pai deles educando, corrigindo e o jovem casal de filhos não aceitava que ele os corrigisse. Eram rebeldes e reagiam a cada tentativa do padrasto de ser pai. Bom, não foi um atendimento fácil, mas no final do tratamento o casal de filhos saiu morrendo de amores pelo padrasto, choraram e o chamaram de pai. Primeiro ponto, jovem normalmente é rebelde mesmo, até mesmo com o pai de verdade. Então, isso é normal. Segundo ponto, seu marido realmente não é pai delas, esse posto deve ser conquistado com confiança, com cuidado, demonstrando amor, admiração pelas suas filhas. Deve primeiro se tornar amigo delas. Não será com palavras rudes e regras de militar que ele vai conseguir conquistar esse espaço de pai que na verdade não é dele. E terceiro ponto, você não deve ficar servindo de ponte entre eles no meio dessa briga. Deve ser imparcial, não levar recados. Não é você que tem que resolver essa briga, nunca deve abrir mão dos seus filhos. É o padrasto que tem que conquistá-las sem mandos e desmando. Não é um processo fácil por ele ser militar e ter atitudes rudes. Não se sinta culpada, tudo vai se resolver.

Seria interessante também procurar um profissional especializado para auxiliar no processo de harmonização entre todos, existem psicólogos especializados em atendimento familiar.

Espero ter ajudado

Fique em paz amiga

Karina Penido Ribeiro

Psicóloga Terapeuta de Família

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Assunto: oi Data : 18/10/2010
Pergunta:

meu marido num aceita meus filhos nem minha mae preciso mudar pra uma casa maior pois minha mae tem 82 ano ela no caso viria morar com agente ele num quer dis que se ela vir ele vai embora o que eu faço. amo ele mas pra mim filho e mae vem 1º o que acha

Resposta:

Isso tem que ser uma decisão sua, a resposta está no seu coração. E você já pontuou o que você pensa: que filho e mãe vem 1º lugar. Parece que ele já impôs as regras dele para você continuar sendo esposa, mas e você já falou as suas regras, as suas necessidades ou prioridades? Um relacionamento com amor verdadeiro vem para nossa vida para somar, para acrescentar coisas e não para nos limitar, impedir ou reprimir. Você tem suas prioridades e necessidades e ele tem as dele. Se forem ficar juntos devem somar e respeitar as necessidades um do outro e não destruir, privar o outro de sua vida própria. Reflita e segue seu coração.

Espero ter ajudado

Fique em paz amiga

Karina Penido Ribeiro

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Assunto: filha Data : 05/12/2010
Pergunta:

tenho uma filha de 19 anos mas não consigo me aprocimar muito dela ela tem um temperamento forte ate meio grosera em casa com as pessoas fico triste com isso porque agente não se entende eu tambem não consiguo chegar perto dela e fazer um carinho de mãe parece te tem uma coisa que me empede

Resposta:

Prezada Leitora,

Teríamos que conversar mais para entender o motivo de sua dificuldade de fazer carinho em sua filha, mas fica claro que está aí a chave de tudo que está vivenciando. Então, é por aí que precisa começar a resolver caso realmente queira mudar esta situação de conflito. As atitudes da sua filha te incomodam, mas ficar brigando com ela, tentando mudá-la de alguma forma ou então esperar que ela mude não resolve muito o problema e às vezes até piora. Não podemos ficar esperando o mundo mudar nós é que temos que começar a fazer a mudança. Comece mudando sua atitude em relação. Sei que é difícil para você fazer carinho nela, mas precisa vencer essa barreira e verá que conseqüentemente ela mudará de atitude também, pois uma atitude gera a outra. A sua falta de carinho gera agressividade nela, uma atitude negativa gera atitudes negativas e atitudes positivas geram atitudes positivas. Tente construir uma relação de amizade, de amor e carinho com humildade. Tente não reagir as agressões dela e sim combatê-las com carinho e amor. A mudança tem que começar no seu coração. Espero ter ajudado. Fique em paz amiga

Karina Penido Ribeiro

Psicóloga Terapeuta de Família

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