Compartilhando    (Evangelho)
O Cristo
por Ilda Castro

Todas as vezes que o Filho do Homem, o Cristo, nasce, assume o comando na criatura, no homem, surgem todas as suas características no ser, e já não há como voltar atrás. O Eu Supremo passa a governar o eu menor e decidir por ele.

A perda de um corpo físico, carnal, não nos levará à perdição, outro será construído. O que nos atinge e degrada é a ingratidão para com nossos benfeitores; é o egoísmo, o orgulho, a vaidade e a ambição que nos fazem descer degraus. Fidelidade, coragem, humildade natural e espontânea manterão nossos espíritos em sintonia com o Cristo que nos ama e nos chama. Abramo-nos à sua voz e deixemos que conduza nossos passos pelo caminho; não deixemos que no meio da multidão apressada ele passe e não saibamos reconhecê-lo; que entre os furacões e tempestades de nossa alma, nós, atormentados pelas emoções, nem reparemos em Sua passagem.

Quantas vezes já terá passado o Cristo sem que tenhamos percebido?

É preciso ter a certeza de que a vida muda em segundos, só não podemos permanecer estáticos. Se alguma situação nos incomoda e a vivenciamos há muito tempo, não permitamos que nos sufoque. Procuremos uma saída, mesmo que por um portãozinho, embora o que desejássemos fosse um grande portal.

O portãozinho nos fará sair da inércia e, logo, estaremos prontos para a nossa vida, aquela a que temos direito, herança divina.

Sintamo-nos dignos e capazes, merecedores de tudo de bom; sacudamo-nos e caminhemos, mesmo que os primeiros passos sejam curtos.

Que em nosso íntimo ecoe:
Eu Sou Luz.
Eu Sou Amor.
Eu Sou Alegria.
Eu Sou Verdade, Abundância, Realização.

Devemos superar todas as divisões, considerando aliados e irmãos todos os que falam, pregam e agem em nome do Cristo, embora em línguas diferentes. Cristo é único sob várias manifestações (Krishna, Gautama, Jesus, Baha´u´llah).

Cristo revelou-se e revela-se universalmente em todas as criaturas, em todas as latitudes e meridianos, em todas as épocas, em todos os idiomas, embora os homens O interpretem segundo suas capacidades pessoais, o que os leva a ?perceber? cada grupo humano num caminho diferente do seu; logo, seguem outras religiões e, por isso, são adversários, antagonistas, não sabem que Deus habita dentro de todos, qualquer que seja sua religião.

Nós sabemos que tudo está cheio de Deus.

Quando o homem percebe, realmente, o Cristo em si, começa um caminho maravilhoso, sem retorno; e o corpo, antes tão venerado, torna-se um gaiola que, embora dourada, o impede de voar. A partir do Encontro, talvez entandamos "Eu sou a porta, a porta que Leva á Verdade, a Verdade que leva á Vida."

Uma vez mais nos é mostrado que não é a religião (rótulo) seguida que salva ninguém, nem a devoção, nem a oração, nem o mediunismo, nem qualquer coisa externa, mas a vivência interior.

Sem o amor (ensino fundamental do Cristo), as obras exteriores serão casquinha frágil, mero verniz, e de nada servirão.

Nada que tenha por base a vaidade e esperança de troca tem vida longa. A fé baseada nos homens desaparece quando eles caem em erro. Na fé baseada no Cristo, os homens podem falhar e falir, porém Ele permanece.

Pastorino


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