Umbanda, Paz e Luz    (Umbanda)
Umbanda - Uma História de Luz
por Flávio e Andréa

Ao falarmos de Umbanda, devemos antes alertar ao leitor que não se trata de uma sessão de bruxaria ou sascrifícios animais conforme muitos pensam ou já ouviram falar.

Nascida com o propósito dirimir os confrontamentos religiosos e praticar o bem sobre todas as coisas, dando a todos sem distinção de classe social a chance de resgatar suas faltas nesta vida, a Umbanda nasceu sobre a luz dos princípios cristãos, utilizando as forças da natureza, chamadas de Orixás e Guias para nos ajudar. Nela trabalhamos com os elementos da Natureza:
.: fogo - através das luzes das velas
.: ar - através dos defumadores, charutos e cigarrilhas
.: água - através dos rios, igarapés e do mar
.: terra - através das matas, plantas, flores e frutas.

Os irmãozinhos menos avisados, costumam chamar de Casa, Templo ou Terreiro de Umbanda um local onde há sacrifícios de animais. Isto é um equívoco (vide a história da criação abaixo). Este é o ponto forte de discórdia, pois muitos presidentes de centros espíritas ou chefes de terreiro que advém de outras formações religiosas misturam aos rituais sagrados da Umbanda práticas proibidas em nossa religião. Para amenizarem o problema, muitos passam a "colorir" a religião, chamando-a de Umbanda Branca, Umbanda isso ou aquilo. Queridos irmãos a feijoada deve ser com feijão preto, se assim não for não poderá ser chamada de feijoada, deu para entender?

Cabe-nos salientar, mais uma vez, que você, leitor, não precisa concordar com nada que falo, pois sou apenas o assistente de pedreiro nesta obra do Pai.

Tentarei mostrar como uma religião que pratica o bem, pode ajudar aqueles que necessitam. Digo sempre a todos, que não importa a sua religião, pois religião é como um time de futebol , cada um de nós tem o seu. Todos os caminhos levam a Deus. O atalho é a Caridade.

Mas vem a pergunta, por que motivo usam o nome da Umbanda para simbolizar os cultos africanos, chamados afro-brasileiros se estes não são Umbanda? A Umbanda não é afro-brasileira, é brasileira, nascida em Niterói! (vide a história da criação abaixo)

Por conta de muitos irmãos, espíritas preconceituosos, que não davam oportunidade de fazer a caridade aos espíritos dos índios, escravos e demais trabalhadores do além, em suas religiões é que os irmãozinhos, para serem aceitos em casas espíritas de caridade, tinham que se transfigurar em médicos ou importantes figuras intelectuais, que verdadeiramente foram, para poderem fazer a caridade nestas casas. Não confunda isso com camuflagem ou má fé. Todos devemos fazer a caridade para evoluirmos, pois é através dela que iremos conhecer o verdadeiro amor ao próximo.

Jesus foi o mais humilde de todos os espíritos e tinha como profissão carpinteiro. José idem e Maria, dona de casa. E os menos afortunados intelectualmente? Não devemos confundir, banco de escola com experiência de vida. É mais fácil conhecermos uma pessoa que não sabe assinar o próprio nome e é sábia que aqueles irmãos cheios de bolor moral que nada fazem para ajudar o próximo, mas são cheios de títulos, fazendo questão de serem apresentados pelo seu pedigree profissional ou familiar. Jesus não nos ensinou isto, pelo contrário: expulsou os vendilhões do templo e discutiu diversas vezes com os farizeus.

E a caridade cristã, a humildade e o amor incondicional? A vaidade comeu estas virtudes nos irmãos de pouca fé!

Como o Brasil é a pátria do Evangelho, psicografado em muitos livros por diversos espíritos, não caberia aqui a segregação espiritual, haja vista os tempos da escravidão.

Antes de iniciarmos a linda história da Umbanda, gostaria de deixar claro que a denominação Macumba, muitas vezes associada a Umbanda, foi associada as práticas religiosas praticadas pelos homens e mulheres da etnia Bantu (África), que evocavam os mortos e os antepassados de suas tribos aqui no Rio de Janeiro. Até hoje, este termo é usado pejorativamente pelos irmãozinhos de outras religiões para classificar as práticas religiosas espíritas ditas não apoiadas sobre uma doutrina cristã. Contudo, cabe ressaltar que as bases crísticas e morais são a fundação da Umbanda.

Não sei quanto as outras religiões, mas nós da Umbanda não ficamos chateados com este termo, é apenas prova do desconhecimento de alguns irmãos, que como papagaios, imitam uns aos outros sem ao menos saber onde o galo cantou.

Quando o caboclo Sete Encruzilhadas veio a Terra orientar os trabalhos utilizando estes elementos e as forças da Natureza trouxenos a luz o contexto de nossa Terra:

".... Torna-se imperioso, antes de ocuparmo-nos da Anunciação da Umbanda no plano físico sob a forma de religião, expor sinteticamente um histórico sobre os precedentes religiosos e culturais que precipitaram o surgimento, na 1ª década do século XX , da única e genuína Religião Brasileira.
Em 1500, quando os portugueses avistaram o que para eles eram as Índias, em realidade Brasil, ao desembarcarem depararam-se com uma terra de belezas deslumbrantes, e já habitada por nativos. A estes aborígenes os lusitanos, por imaginarem estar nas Índias, denominaram de índios.

Os primeiros contatos entre os dois povos foram, na sua maioria, amistosos, pois os nativos identificaram-se com alguns símbolos que os estrangeiros apresentavam. Porém, o tempo e a convivência se encarregaram em mostrar aos habitantes de Pindorama (nome indígena do Brasil) que os homens brancos estavam alí por motivos pouco nobres. O relacionamento, até então pacífico, começa a se desmoronar como um castelo de areia.

São inescrupulosamente escravizados e forçados a trabalhar na nóvel lavoura. Reagem, resistem, e muitos são ceifados de suas vidas em nome da liberdade. Mais tarde, o escravizador faz desembarcar na Bahia os primeiros negros escravos que, sob a égide do chicote, são despejados também na lavoura. Como os índios, sofreram toda espécie de castigos físicos e morais, e até a subtração da própria vida.

Desta forma, índios e negros, unidos pela dor, pelo sofrimento e pela ânsia de liberdade, desencarnavam e encarnavam nas Terras de Santa Cruz.

Ora laborando no plano astral, ora como encarnados, estes espíritos lutavam incessantemente para humanizar o coração do homem branco, e fazer com que seus irmãos de raça se livrassem do rancor, do ódio, e do sofrimento que lhes eram infligidos.

De outra parte, a igreja católica, preocupada com a expansão de seu domínio religioso, investe covardemente para eliminar as religiosidades negra e índia. Muitas comitivas sacerdotais são enviadas, com o intuito "nobre" de "salvar" a alma dos nativos e dos africanos.

Os anos sucedem-se. Em 1889 é assinada a "lei áurea". O quadro social dos ex-escravos é de total miséria. São abandonados à própria sorte, sem um programa governamental de inserção social. Na parte religiosa seus cultos são quase que direcionados ao mal, a vingança e a desgraça do homem branco, reflexo do período escravocrata.

No campo astral, os espíritos que tinham tido encarnação como índios, caboclos (mamelucos), cafuzos e negros , não tinham campo de atuação nos agrupamentos religiosos existentes.

O catolicismo, religião de predominância, repudiava a comunicação com os mortos, e o espiritismo (kardecismo) estava preocupado apenas em reverenciar e aceitar como nobres as comunicações de espíritos com o rótulo de "doutores".

Os Senhores da Luz (Araxás, Orixás), atentos ao cenário existente, por ordens diretas do Cristo Planetário (Jesus) estruturaram aquela que seria uma Corrente Astral aberta a todos os espíritos de boa vontade, que quizessem praticar a caridade, independentemente das origens terrenas de suas encarnações, e que pudessem dar um freio ao radicalismo religioso existente no Brasil.

Começa a se plasmar, sob a forma de religião, a Corrente Astral de Umbanda, com sua hierarquia, bases, funções, atributos e finalidades.

Enquanto isto, no plano terreno surge, no ano de 1904, o livro Religiões do Rio, elaborado por "João do Rio", pseudônimo de Paulo Barreto, membro emérito da Academia Brasileira de Letras.

No livro, o autor faz um estudo sério e inequívoco das religiões e seitas existentes no Rio de Janeiro, àquela época, capital federal e centro socio-político-cultural do Brasil. O escritor, no intuito de levar ao conhecimento da sociedade os vários segmentos de religiosidade que se desenvolviam no então Distrito Federal, percorreu igrejas, templos, terreiros de bruxaria, macumbas cariocas, sinagogas, entrevistando pessoas e testemunhando fatos.

Não obstante tal obra ter sido pautada em profunda pesquisa, em nenhuma página desta respeitosa edição cita-se o vocábulo Umbanda, pois tal terminologia era desconhecida.

Foi então que em fins de 1908, uma família tradicional de Neves, Niterói -RJ, foi surpreendida por uma ocorrência que tomou aspectos sobrenaturais: o jovem Zélio Fernandino de Moraes, que fora acometido de estranha paralisia, que os médicos não conseguiam debelar, certo dia ergueu-se do leito e declarou: "amanhã estarei curado".

No dia seguinte, levantou-se normalmente e começou a andar, como se nada lhe houvesse tolhido os movimentos. Contava 17 anos de idade e preparava-se para ingressar na carreira militar na Marinha.

A medicina não soube explicar o que acontecera.

Os tios, sacerdotes católicos, colhidos de surpresa, nada esclareceram. Um amigo da família sugeriu então uma visita à Federação Espírita de Niterói, presidida na época por José de Souza. No dia 15 de novembro, o jovem Zélio foi convidado a participar da sessão, tomando um lugar à mesa. Tomado por uma força estranha e superior a sua vontade, e contrariando as normas que impediam o afastamento de qualquer dos componentes da mesa, o jovem levantou-se, dizendo:"aqui está faltando um flor", e saiu da sala indo ao jardim, voltando logo após com uma flor, que depositou no centro da mesa.

Esta atitude insólita causou quase que um tumulto. Restabelecidos os trabalhos, manifestaram-se nos médiuns kardecistas espíritos que se diziam pretos escravos e índios. Foram convidados a se retirarem, advertidos de seu estado de atraso espiritual.

Novamente uma força estranha dominou o jovem Zélio e ele falou, sem saber o que dizia. Ouvia apenas a sua própria voz perguntar o motivo que levava os dirigentes dos trabalhos a não aceitarem a comunicação daqueles espíritos e do porquê em serem considerados atrasados apenas por encarnações passadas que revelavam. Seguiu-se um diálogo acalorado, e os responsáveis pela sessão procuravam doutrinar e afastar o espírito desconhecido, que desenvolvia uma argumentação segura. Um médium vidente perguntou:

"Por quê o irmão fala nestes termos, pretendendo que a direção aceite a manifestação de espíritos que, pelo grau de cultura que tiveram, quando encarnados, são claramente atrasados ? Por quê fala deste modo, se estou vendo que me dirijo neste momento a um jesuíta e a sua veste branca reflete uma aura de luz ? E qual o seu nome irmão ?

E o espírito desconhecido falou: "Se julgam atrasados os espíritos de pretos e índios, devo dizer que amanhã (16 de novembro) estarei na casa de meu aparelho, para dar início a um culto em que estes irmãos poderão dar suas mensagens e, assim, cumprir missão que o Plano Espiritual lhes confiou. Será uma religião que falará aos humildes, simbolizando a igualdade que deve existir entre todos os irmãos, encarnados e desencarnados. E se querem saber meu nome, que seja este: Caboclo das Sete Encruzilhadas, porque para mim não haverá caminhos fechados. O vidente retrucou: "Julga o irmão que alguém irá assistir a seu culto" ? perguntou com ironia. E o espírito já identificado disse: "cada colina de niterói atuará como porta-voz, anunciando o culto que amanhã iniciarei".

No dia seguinte, na casa da família Moraes, na rua Floriano Peixoto, número 30, ao se aproximar a hora marcada, 20:00 h, lá já estavam reunidos os membros da Federação Espírita para comprovarem a veracidade do que fora declarado na véspera; estavam os parentes mais próximos, amigos, vizinhos e, do lado de fora, uma multidão de desconhecidos.

Às 20:00 h, manifestou-se o Caboclo das Sete Encruzilhadas. Declarou que naquele momento se iniciava um novo culto, em que os espíritos de velhos africanos que haviam servido como escravos e que, desencarnados, não encontravam campo de atuação nos remanescentes das seitas negras, já deturpadas e dirigidas em sua totalidade para os trabalhos de feitiçaria; e os índios nativos de nossa terra , poderiam trabalhar em benefício de seus irmãos encarnados, qualquer que fosse a cor, a raça, o credo e a condição social. A prática da caridade, no sentido do amor fraterno, seria a característica principal deste culto, que teria por base o Evangelho de Jesus.

O Caboclo estabeleceu as normas em que se processaria o culto. Sessões, assim seriam chamados os períodos de trabalho espiritual, diárias, das 20:00 às 22:00 h; os participantes estariam uniformizados de branco e o atendimento seria gratuito. Deu, também, o nome do Movimento Religioso que se iniciava: UMBANDA - Manifestação do Espírito para a Caridade.

A Casa de trabalhos espirituais que ora se fundava, recebeu o nome de Nossa Senhora da Piedade, porque assim como Maria acolheu o filho nos braços, também seriam acolhidos como filhos todos os que necessitassem de ajuda ou de conforto. Ditadas as bases do culto, após responder em latim e alemão às perguntas dos sacerdotes alí presentes, o Caboclo das Sete Encruzilhadas passou a parte prática dos trabalhos, curando enfermos, fazendo andar paralíticos. Antes do término da sessão, manifestou-se um preto-velho, Pai Antônio, que vinha completar as curas. No dia seguinte, verdadeira romaria formou-se na rua Floriano Peixoto. Enfermos, cegos etc. vinham em busca de cura e ali a encontravam, em nome de Jesus. Médiuns, cuja manifestação mediúnica fora considerada loucura, deixaram os sanatórios e deram provas de suas qualidades excepcionais.

A partir daí, o Caboclo das Sete Encruzilhadas começou a trabalhar incessantemente para o esclarecimento, difusão e sedimentação da religião de Umbanda. Além de Pai Antônio, tinha como auxiliar o Caboclo orixá Malé, entidade com grande experiência no desmanche de trabalhos de baixa magia.

Em 1918, o Caboclo das Sete Encruzilhadas recebeu ordens do Astral Superior para fundar sete tendas para a propagação da Umbanda. As agremiações ganharam os seguintes nomes: Tenda Espírita Nossa Senhora da Guia; Tenda Espírita Nossa Senhora da Conceição; Tenda Espírita Santa Bárbara; Tenda Espírita São Pedro; Tenda Espírita Oxalá, Tenda Espírita São Jorge; e Tenda Espírita São Gerônimo.

Embora não seguindo a carreira militar para a qual se preparava, pois sua missão mediúnica não o permitiu, Zélio Fernandino de Moraes nunca fez da religião sua profissão.Trabalhava para o sustento de sua família e diversas vezes contribuiu financeiramente para manter os templos que o Caboclo das Sete Encruzilhadas fundou.

Ministros, industriais, e militares que recorriam ao poder mediúnico de Zélio para a cura de parentes enfermos e os vendo recuperados, procuravam retribuir o benefício através de presentes, ou preenchendo cheques vultosos. "Não os aceite. Devolva-os", ordenava sempre o Caboclo.

A respeito do uso do termo espírita e de nomes de santos católicos nas tendas fundadas, o mesmo teve como causa o fato de naquela época não se poder registrar o nome Umbanda, e quanto aos nomes de santos, era uma maneira de estabelecer um ponto de referência para fiéis da religião católica que procuravam os préstimos da Umbanda.

O ritual estabelecido pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas era bem simples, com cânticos baixos e harmoniosos, vestimenta branca, proibição de sacrifícios de animais. Dispensou os atabaques e as palmas. Capacetes, espadas, cocares, vestimentas de cor, rendas e lamês não seriam aceitos. As guias usadas são apenas as que determinam a entidade que se manifesta. Os banhos de ervas, os amacis, a concentração nos ambientes vibratórios da natureza, a par do ensinamento doutrinário, na base do Evangelho, constituiriam os principais elementos de preparação do médium.

Após 55 anos de atividades à frente da Tenda Nossa Senhora da Piedade (1º templo de Umbanda), Zélio entregou a direção dos trabalhos as suas filhas Zélia e Zilméa, continuando , ao lado de sua esposa Isabel, médium do Caboclo Roxo, a trabalhar na Cabana de Pai Antônio, em Boca do Mato, distrito de Cachoeiras de Macacu - RJ, dedicando a maior parte das horas de seu dia ao atendimento de portadores de enfermidades psíquicas e de todos os que o procuravam.

Em 1971, a senhora Lilia Ribeiro, diretora da TULEF (Tenda de Umbanda Luz, Esperança, Fraternidade - RJ) gravou uma mensagem do Caboclo das Sete Encruzilhadas, e que bem espelha a humildade e o alto grau de evolução desta entidade de muita luz. Ei-la:

"A Umbanda tem progredido e vai progredir.

É preciso haver sinceridade, honestidade e eu previno sempre aos companheiros de muitos anos: a vil moeda vai prejudicar a Umbanda; médiuns que irão se vender e que serão, mais tarde, expulsos, como Jesus expulsou os vendilhões do templo.

O perigo do médium homem é a consulente mulher; do médium mulher é o consulente homem. É preciso estar sempre de prevenção, porque os próprios obsessores que procuram atacar as nossas casas fazem com que toque alguma coisa no coração da mulher que fala ao pai de terreiro, como no coração do homem que fala à mãe de terreiro. É preciso haver muita moral para que a Umbanda progrida, seja forte e coesa.

Umbanda é humildade, amor e caridade - esta a nossa bandeira. Neste momento, meus irmãos, me rodeiam diversos espíritos que trabalham na Umbanda do Brasil: Caboclos de Oxósse, de Ogum, de Xangô. Eu, porém, sou da falange de Oxósse, meu pai, e não vim por acaso, trouxe uma ordem, uma missão.

Meus irmãos: sejam humildes, tenham amor no coração, amor de irmão para irmão, porque vossas mediunidades ficarão mais puras, servindo aos espíritos superiores que venham a baixar entre vós ; é preciso que os aparelhos estejam sempre limpos, os instrumentos afinados com as virtudes que Jesus pregou aqui na Terra, para que tenhamos boas comunicações e proteção para aqueles que vêm em busca de socorro nas casas de Umbanda.

Meus irmãos: meu aparelho já está velho, com 80 anos a fazer, mas começou antes dos 18. Posso dizer que o ajudei a casar, para que não estivesse a dar cabeçadas, para que fosse um médium aproveitável e que, pela sua mediunidade, eu pudesse implantar a nossa Umbanda. A maior parte dos que trabalham na Umbanda, se não passaram por esta Tenda, passaram pelas que safram desta Casa.

Tenho uma coisa a vos pedir: se Jesus veio ao planeta Terra na humildade de uma manjedoura , não foi por acaso. Asssim o Pai determinou. Podia ter procurado a casa de um potentado da época, mas foi escolher aquela que havia de ser sua mãe, este espírito que viria traçar à humanidade os passos para obter paz, saúde e felicidade.

Que o nascimento de Jesus, a humildade que Ele baixou à Terra, sirvam de exemplos, iluminando os vossos espíritos, tirando os escuros de maldade por pensamento ou práticas; que Deus perdoe as maldades que possam ter sido pensadas, para que a paz possa reinar em vossos corações e nos vossos lares.

Fechai os olhos para a casa do vizinho; fechai a boca para não murmurar contra quem quer que seja; não julgueis para não serdes julgados; acreditai em Deus e a paz entrará em vosso lar. É dos Evangelhos.

Eu, meus irmãos, como o menor espírito que baixou à Terra, mas amigo de todos , numa concentração perfeita dos companheiros que me rodeiam neste momento, peço que eles sintam a necessidade de cada um de vós e que, ao sairdes deste templo de caridade, encontreis os caminhos abertos, vossos enfermos melhorados e curados, e a saúde para sempre em vossa matéria.

Com um voto de paz, saúde e felicidade, com humildade, amor e caridade, sou e sempre serei o humilde Caboclo das Sete Encruzilhadas".

Zélio Fernandino de Moraes dedicou 66 anos de sua vida à Umbanda, tendo retornado ao plano espiritual em 03 de outubro de 1975.


Perguntas Respondidas
Assunto: onde encontrar em recife um centro de umbanda serio Data : 25/01/2008
Pergunta:

Sou espirita ha uns 12 anos e li o livro de Robson Pinheiro como o nome de umbanda(Espirito Angelo Inacio),não sei onde encontrar um centro de umbanda serio aqui em recife onde posso ir,quero saber um local que seja fiel a umbanda ja que venho do kardecismo e queria coinhecer melhor a umbanda,desde ja aradeço,,..

Resposta:

Não conheço as casas em Recife. Porém todos temos que perceber pela história da Umbanda e sua criação que existem alguns requisitos mínimos que uma casa deve cumprir para poder funcionar, isto não quer dizer ainda se o trabalho seja sério, mas te ajudará a saber se lá a Umbanda é feita com aquele amor e respeito necessários.

- Nada poderá ser cobrado (consultas, passes ou trabalhos)

- Vestimentas simples e brancas

- Não se corta, feri ou danifica partes do corpo do médium para se trabalhar em uma casa

- Não se obriga ninguém a fazer o que não deseja. Umbanda é Paz e Amor

- Não existe trabalhos com matança de bichos ou partes destes (mão de faca)

- Não se trabalha com búzios e sim com passes ou consultas a guias espirituais

Perceba a atitude dos médiuns e se eles sorriem. Uma boa casa sendo Kardec ou Umbanda deve antes de mais nada ser alegre e ter amor.


Assunto: Data : 02/02/2008
Pergunta:

onde encontrar uma casa umbandista séria em sp...capital.....e na zona leste?

Resposta:

Prezado Amigo

Não conheço as casas em SP. Porém todos temos que perceber pela história da Umbanda e sua criação que existem alguns requisitos mínimos que uma casa deve cumprir para poder funcionar, isto não quer dizer ainda se o trabalho seja sério, mas te ajudará a saber se lá a Umbanda é feita com aquele amor e respeito necessários.

- Nada poderá ser cobrado (consultas, passes ou trabalhos)

- Vestimentas simples e brancas

- Não se corta, feri ou danifica partes do corpo do médium para se trabalhar em uma casa

- Não se obriga ninguém a fazer o que não deseja. Umbanda é Paz e Amor

- Não se exige trabalhos com matança de bichos ou partes destes (mão de faca)

- Não se trabalha com búzios e sim com passes ou consultas a guias espirituais.

Perceba a atitude dos médiuns e se eles sorriem. Uma boa casa sendo Kardec ou Umbanda deve antes de mais nada ser alegre e ter amor.


Assunto: Trabalho espiritual Data : 15/09/2008
Pergunta:

Olá, Boa tarde,

Meu nome é Luciana e por diversas vezes recebo mensagens de pessoas, faladas ou escritas, que tenho que trabalhar minha espiritualidade pra ontem. Pois é, mas não entendo, frequento um centro de umbanda , mas não recebo nada, o que seria esse trabalho espiritual??? procuro sempre ajudar meus amigos ou até mesmo desconhecidos, fisicamente ou espiritualmente com emissão de energia boa.. mas o que mais fazer... vivo nessa dúvida...

abraço

lu

Resposta:

Trabalho espiritual não necessariamente tem relação direta com a incorporação; Na verdade, se você trabalhar em uma casa espírita você provavelmente participará de um processo sistematizado de desenvolvimento mediúnico, o que com o tempo demonstrará que tipo de mediunidade você tem e as vezes, poderá trabalhar em outros setores, como por exemplo, cartas, marcação de operações, secretaria, etc. Todos trabalhos na seara espírita e de grande valor também. Trabalho espiritual é amor, não importa se você incorpora ou não. Existem outros tipos de dons mediúnicos e a incorporação é somente um deles

Paz e Luz


Assunto: trabalhadores espirituais Data : 26/04/2010
Pergunta:

Bom dia, participo de um grupo espirita que atualmente segue a linha kardecista, no entanto em nossas reuniões internas os irmãos desencarnados sempre pedem permissao para trabalhar no grupo, eles se denominam preto velhos, e pedem incensos, pedras, ervas etc. Pessoalmente, fico receosa, pois ja tivemos experiencias do tipo e houve problemas, será que tem alguma orientação para desenvolvermos esses trabalhos com segurança?

Resposta:

Se não há morte animal então podemos ter mais segurança quanto ao padrão vibratório dos amigos.

Incensos e Ervas são manipuladas por Pretos Velhos e Caboclos para limpar a ambiente.

Somente acho estranho pelo título de centro espírita, não há mal algum em centros de Umbanda dita "Branca", porque não há morte de animais e não se cobra pela ajuda espiritual.

Aconselho a leitura dos livros Tambores de Angola e Aruanda, ambos de Robson Pinheiro.


Assunto: iniciante na umbanda Data : 14/09/2010
Pergunta:

frequento a umbanda na assistemcia a 2 anos .recentemente aconteceu de eu ir tomar passe e a entedade me girar.achei normal mas fiquei com uma duvida .nao sei qual e meu orixa de cabeça nem nada e possivel o meu guia uo protetor estar ali comigo para descarregar como foi dito pela entidade ou eu posso ficar refem dos obssesores obs: foi interessante por que eu tinha minhas duvidas quanto a pessoas ficarem fingindo e tive a certesa! tem realmente pessoas que fingem pois nao senti nada de mais pois como girei fiquei tonta...

Resposta:

Prezada Yone

Pelo fato de você não ter sentido nada não quer dizer que não haja espíritos protetores ao seu lado e que você no futuro não vá trabalhar na mediunidade. Eu mesmo comecei sem nem sequer vibrar ou balançar e depois de algum tempo incorporo naturalmente. Nossos protetores nos levam a certos lugares para poderem através daquelas vibrações energéticas nos tratar, seja por que estamos carregados com vibrações negativas ou para nos livrar de obsessores ou miasmas.

Sempre no trabalho mediúnico é importante termos fé. Fé em Deus e nos Orixás da Umbanda e seus falangeiros.

Abraços

Flávio Brito


Assunto: Exus Data : 24/02/2011
Pergunta:

Boa noite!

Onde entram, na umbanda, os Exus? Fizeram parte desta religião em sua criação ou foram introduzidos posteriormente? Qual o papel deles nos cultos?

Obrigado

Resposta:

Exus ou Povo de Rua são espíritos de Luz e sempre existiram desde a criação da umbanda, pois são eles que fazem a ponte entre o umbral e o plano astral superior. Até mesmo as casas kardesistas sem eles não teriam como trazer os espíritos obsessores para serem doutrinados. O caminho para o umbral é bastante tortuoso e os espíritos que resgatam são auxiliados por eles para acharem aqueles necessitados e também os que aprontam aqui e retornam para lá para se esconder da doutrinação.

Não confunda aqueles que nos centros ditos de Umbanda trocam favores. Estes se dizem exus, mas são espíritos obsessores se disfarçam de tal para conseguir favores materiais aqui na Terra.

Viva nossos irmãos do Povo de Rua!


Assunto: Encorporação Data : 11/05/2011
Pergunta:

Boa Tarde!

Quando eu sei que estou encorporada com espirito de luz,porque muitas vezes eu senti vibraçoes diferentes das entidades falo com dirigente e o mesmo diz que é coisa da minha cabeça e também fico muita confusa com a Pomba Gira se é Maria Padilha da Praia, Pomba gira Cigana,Maria Padilha do Cabaré e isso faz com que eu acabe saindo da casa atualmente estou a procura

Resposta:

Olá,

querida irmã, não se preocupe com o nome do espírito e sim com o trabalho. Muitos médiuns se conectam a muitos espíritos em sofrimento para o trabalho de desobsessão e poucos momentos são lhe dados com seu querido mentor. Busque sempre o trabalho mediúnico para o bem do próximo e procure uma casa séria, onde não se cobre pela ajuda espiritual e onde não ocorram sacrifícios animais.

Aconselho a você a leitura do Livro dos Espíritos e do Livro dos Médiuns, ambos de Allan Kardec, serão muito importantens para sua formação e educação da mediunidade.


Assunto: encorporação Data : 31/05/2011
Pergunta:

eu encorporo muito bem a baiana e a pomba, nao sei por que . mais eu acho por que eu emcorporei elas preimeiro . meu caboclo e a vó eu nao sei

pareco, que estou fingindo. nao consigo emcorporar eles muito bem

eu acho que o pobrema esta em mim

eu acho que estou fingindo

nao ssei o que fazer po favor me ajuda

Resposta:

Prezada,

O fingimento como você mesma chamou se chama animismo. Isto é, o médium interpreta os trejeitos do guias, mas na verdade ele está conduzindo o processo.

Por outro lado, todo bom médium deve se perceber e se policiar, pois é rara a incorporação que embota totalmente os sentidos. Eu disse raro. Se você perguntar a maioria dos médiuns, eles vão dizer que não estavam ali naquele momento. Isto não é de todo verdade. É um medo de perder a credibilidade do trabalho. Os guias quando querem processam as informações em uma grande velocidade o que dificulta ao médium guardar as informações, mas se o consulente contar as histórias ao médium após os trabalhos ele começará a s lembrar. Por isso, que os médiuns preferem dizer que não estavam "presentes" para deixar a vontade o trabalho de orientação do guia.

Quanto maior sua sintonia com seus guias menor necessidade de uma incorporação que tome todos os sentido do médium, pois existe harmonia e sendo assim há uma aproximação e não uma incorporação, dai o medo que temos de estar fingindo.

Você pode estar vivendo um momento interessante no seu aprendizado mediúnico, onde é importante observar o que seus guias dizem aos consulentes, pois nestas palavras você encontrará conhecimentos que não estão em você, muitas vezes sobre ervas, banhos, coisas que acontecem na vida destas pessoas e sempre, sempre aconselhamentos piedosos para aqueles que sofrem.

Não se martirize com isso. Se prepare sempre antes e depois das reuniões para que os bons espíritos companhem o seu trabalho e peça sempre proteção a Zambi e Oxalá antes de iniciar cada trabalho e leia sempre o Evangelho Segundo o Espiritismo e o livro dos Médiuns.

Boa sorte