Compartilhando    (Manvantara)
Reflexão 4
por Ilda Castro

Gosto tanto de gostar!...
Gosto de arco-íris, da terra, do mar.
Gosto de música, cores, dança;
do presente e de caixinha de lembrança.
Gosto de ouvir, de aconchegar, de sorrir;
de voltar, depois de partir.
Gosto tanto de ser amiga ?
de tranqüilizar, aliviar ? de ouvir.
Gosto de sentir-me experiente, antiga
e, no minuto seguinte, criança.
Gosto do sol, da lua, das estrelas.
Gosto de quem pára para vê-las.
Gosto de cantiga de roda, acalanto, alegria;
da noite, da tarde, do dia.
Gosto da terra, das nuvens, do céu;
daqueles que olham sem véu.
Gosto de bola, pipa, pião;
de pizza, de sorvete, de pão.
Gosto de aninhar outro coração.
Gosto de ouvir, entender ? não de falar.
Gosto... Gosto do mundo inteiro,
com seus problemas, com seu girar.
Gosto de cães, de plantas, de aves, de gente;
de entender o que o irmão sente.
Caramba! Como gosto de gostar!...
Na verdade, gosto mesmo é de amar!
Ah! Gosto de crianças, de amigos;
de viajar, de vento, de versejar.
Gosto...

Pai de Amor e Misericórdia, nós, Teus filhos, feitos, criados à
Tua imagem e semelhança ? continuidades Tuas ? Te agradecemos o dom da vida.
Graças, Pai, pelo caminhar constante, por cada minuto vivido. Graças pela oportunidade
da descida, pela aprendizagem e pela certeza do retorno.
Graças, Senhor, pelo trabalho, pela conscientização da Verdade ? de que todos somos um.
Graças, Amigo, pela tentativa constante de vivenciar essa Verdade.
Pai, nós Te agradecemos a cada hora, a cada minuto, a cada segundo.
Graças pela insuspeitada alegria que brota sem aviso, repentinamente, sem motivo aparente,
revelando Tua presença em nós.
Graças por estarmos descobrindo, aprendendo sobre o Amor ? incondicional, ilimitado, infinito...
Graças pelos amores ? companheiros, filhos, irmãos, amigos.
Graças, Senhor, pelos amigos que apoiam, discordam, compreendem, incentivam, aconchegam.
Uma vez mais, Pai, Te agradecemos pela Vida ? pois só através dela estaremos Contigo ? de
forma plena, consciente, total.

Felizes os que choram porque serão consolados.
Ah, Pai! Eu choro ? com o coração ?
a minha sede de infinito, de amplidão
e o saber ser ínfimo, pó.
O saber que o horizonte é amplo, aberto
e não conseguir vislumbrá-lo por completo
? daí a terrível sensação de ser diferente, só.
O querer ser em liberdade
e ter frágeis as asas, por ainda não ter maturidade.
O saber ser ilimitado
e o fato de ter limites ? estreitos, apertados ?
por mim impostos e criados.
A vontade de abraçar o Espaço
e o fato de ser tão pequeno ? tão criança ? o meu abraço.
A necessidade urgente, premente,
de fazer jus à sacralidade
da divindade em mim presente
e o sentimento de só ter iniciado a caminhada...
Ah, meu Amigo!
Que a certeza de ser e estar Contigo
se fortaleça a cada hora, a cada dia.
Que a energia que me penetra e me rodeia
? plenificando meu choroso coração de alegria ?
chegue a todos que, como nós,
ainda não ouvem claramente,
mas já conseguem divisar a Tua voz.
Que ? um dia ? eu me desfaça em Ti
? registros zerados de ódio, desânimo ou dor ?
sabendo somar, multiplicar, dividir.
Conhecendo, enfim, o verdadeiro significado da palavra Amor.


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