Compartilhando    (Manvantara)
Reflexão 13
por Ilda Castro

Força do Som

Palavra de fé, de esperança.
Palavra de ódio, de ira.
Palavra de carinho, de amor ? do coração;
gaguejada, balbuciada ? de criança.
Palavra de raiva, xingamento ? palavrão.
Depois de falada, lançada,
não tem retorno, não pode ser apagada,
pois fica no éter gravada
de forma clara, indelével.
E nada que se diga ou faça
mudará seu significado, seu tom.
A palavra permanece.
É a magia do som.


Medida de Amor

Amor pode ser companheiro,
amante, amigo, irmão.
Amor-sonho. Amor-paixão. Amor-vida.
Amor que causa e cura ferida.
Amor, objetivo maior do coração.
Amor não cobra retribuição,
mas é eterna doação.
Amor não se mostra sempre igual,
mas deve ser reconhecido como tal.
Amor não nos esvazia,
mas nos enriquece ? dia-a-dia.
Amor não tem tamanho, nem idade,
mas raiz, profundidade.
Amor não pode ser medido,
mas partilhado, dividido.


Por quê?

Por que falar em saudade?
Saudade triste, curtida, sofrida
? não existe ?
pois a morte não deixa ferida,
somente doce lembrança
visto ser rápida e esperada mudança
para lugar de harmonia, paz e calma.
Lugar de refazimento da alma.
A morte-renascimento
chega a qualquer momento
e devemos estar preparados
para não nos sentirmos enganados
na hora de este corpo abandonar.
Corpo amado, corpo querido
mas mero empréstimo,
às vezes, com juros a pagar.
Morte-renascimento
traz sempre ao pensamento
música, amigos, amores;
reencontros, alegrias, luzes e cores.
Por que falar em perder?
Por que falar em partida?
Ninguém perde. Ninguém parte.
A morte é a eternização da vida.


Perguntas Respondidas