Páginas de Luz    (Preciosas Lições do Evangelho)
Maria Madalena
por Narcí Castro de Souza

(Página extraída do livro: Jesus ? O Filho de Deus)

Apresento-me: deram-me o nome de Maria, nasci em Magdala, pequena província próxima à cidade de Tiberíades, às margens do lago de Genesaré. Fui muito bela. Fiquei conhecida como a pecadora que seguia Jesus.

Confunde-me com uma mulher libertada de seus erros pelo Mestre, por ocasião de um almoço na casa de um fariseu de nome Simão. Nesse almoço, essa mulher arrependida e agradecida, ajoelhada a seus pés, os cobrira com as lágrimas que seus olhos derramavam, beijara-os e os enxugara com os próprios cabelos; depois, ungira Seus pés com perfume de um vaso de alabastro que trouxera.

Uma tarde, passava em minha liteira pela estrada barrenta que me conduzia a Cafarnaum, às margens do lago, quando O vi. Destacava-Se na multidão que se acotovelava em torno d?Ele. Era alto, bem acima da média.

Os raios do Sol poente incidiam sobre Ele e davam a impressão de que Seus cabelos estavam em chamas rubras. Imensos olhos azuis derramavam ternura sobre os que O escutavam. Parecia um deus. E O era.

Pedi ao condutor que parasse. Desci da liteira e comecei a abrir caminho em Sua direção. Fiquei parada a uma certa distância, fascinada com essa imagem. Então, estarrecida, O vi voltar-se e chamar-me pelo nome: "Maria! Aproxime-se!"

Senti-me hipnotizada. Sem responder ou perguntar o porquê de Seu chamado, e como sabia o meu nome, caminhei vagarosamente ao Seu encontro Num gesto instintivo cai a Seus pés de joelhos. Afastou sete espíritos sofredores que a mim estavam ligados e nunca mais O deixei.

Juntei-me àqueles que O acompanhavam em suas peregrinações, oferecendo meus préstimos ? ao lado de outras mulheres que também O seguiam ? na aquisição e elaboração dos alimentos, através dos recursos materiais que me eram abundantes.

Saciei meu espírito com o "pão vivo" de Suas palavras e fui agraciada com a emanação de Seu sublime Amor. Acompanhei-O até o término de Sua missão quando testemunhou, na cruz, tudo o que nos ensinara a respeito do amor incondicional que não diminui e não julga, mesmo diante da mais cruel ingratidão.

Velei junto a Seu sepulcro e fui a primeira a vê-Lo, ao ressuscitar.

(continua)


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