Em Busca da Verdade    (Suicídio - Uma idéia que não vale a pena)
Motivos para o Suicídio - Problemas Financeiros e Perda de Entes Queridos
por Gustavo Martins

Problemas Financeiros

A riqueza e o poder são volúveis, instáveis, nós somos simples administradores de recursos que o Pai nos confiou e podemos a qualquer momento perder esse direito. Por mais rico que seja nada poderá fazer se um dia soar o sino da sua expiação na pobreza, nada podemos afirmar sobre o futuro, várias histórias conhecidas mostram ricos que ficaram pobres e miseráveis que ganharam fortunas.

A restrição financeira pode vir hoje ou em vidas futuras, todos nós já tivemos ou ainda teremos que provar os nossos valores espirituais em vidas mais humildes, por isso é muito importante compartilhar com os mais necessitados uma parte do que possuímos. Quando exercitamos o ato de solidariedade por livre escolha, motivando-se no amor ao próximo e na compreensão das angústias e sofrimentos alheios evita-se dificuldades que por ventura se apresentariam na sua vida, mas tudo isso deve ser realizado com muito amor no coração, pois não adianta praticar caridade com objetivos "ocultos".

Treina a humildade, cultiva o desapego e compartilha um pouco do que tem com o próximo, se não possui nada material para doar então seja caridoso com o seu tempo, com suas mãos ou com os ouvidos, pois muitos necessitam desse tipo de auxílio.

Abaixo copiamos mensagens para reflexão sobre esse tópico:

Joseph, um empreiteiro de sessenta anos de idade, que conheci há alguns anos, é um bom ex;emplo desse ponto. Durante trinta anos, Joseph fez sucesso sem muito esforço, aproveitando o crescimento aparentemente ilimitado do setor da construção no Arizona, parra tornar-se multimilionário.

No final da década de 1980, porém, ocorreu a maior derrocada do mercado imobiliário na história do Arizona. Joseph estava em posição muito alavancada e perdeu tudo. Acabou tendo de declarar falência. Seus problemas financeiros geraram uma pressão sobre seu casamento, que acabou em divórcio depois de vinte e cinco anos de união. Não surpreendeu que Josephi tivesse dificuldade para aceitar tudo isso. Começou a bebes r muito. Felizmente, conseguiu com o tempo abandonar a bebida, com a ajuda dos AA. Como parte do seu Programa nos AA, ele passou a ser padrinho e a ajudar outros alcoólatras a permanecer sóbrios. Ele descobriu que gostav,a do papel de padrinho, de estender a mão para ajudam os outros, e começou a se oferecer como voluntário também em outras organizações. Pôs em funcionamento
seus conhecimentos empresariais para auxiliar os menos privìlegiados em termos econômicos.

Agora tenho uma pequena empresa de reformas disse ele, ao falar da sua vida atual. - Ela gera uma pequena renda, mas já me dei conta de que nunca mais vou ser tão rico quanto fui. O que é engraçado é que no fundo não quero voltar a ter todo aquele dinheiro. Prefiro passar meu tempo em trabalhos voluntários para diversos grupos, trabalhando diretamente com as pessoas, prestando-lhes o melhor tipo de ajuda possível. Atualmente, tenho mais prazer num único dia do que tinha num mês inteiro, quando ganhava fortunas.

Estou mais feliz do que em qualquer outra época da minha vida!

A Arte da Felicidade - Dalai Lama

 

 

Perda de Filhos, Parentes, Amigos ou Conjuge

A partida de um parente ou amigo querido para o plano espiritual é dolorosa, contudo, essa dor é minimizada pelo conhecimento do mundo espiritual e da reencarnação. Se realmente acreditarmos que a vida não cessa com a morte física então podemos concluir que a separação é temporária, além disso, para aqueles que não possuem comprometimentos sérios na encarnação atual o plano espiritual é um local muito mais agradável de se viver que a Terra, bastando para isso adaptar-se à sua nova morada. Lendo o livro O Céu e o Inferno de Allan Kardec você poderá comprovar no tópico "Espíritos Felizes" as declarações de espíritos que ficaram maravilhados com a paz e beleza dos locais que passaram a habitar após a desencarnação.

Se você estudar um pouco mais sobre a doutrina espírita descobrirá que também que durante o sono físico a alma pode entrar em contato com seres desencarnados, ou seja, a morte não impede o reencontro de almas afins, podendo encontrá-lo e receber suas visitas. É importante ressaltar que esses encontros devem ser autorizados pela espiritualidade superior, evitando desequilíbrio para os envolvidos, além disso, também é necessário aguardar o tempo de adaptação do desencarnado no plano espiritual e sua harmonização.

Quando encontramos um ser querido durante o sono é comum não lembrarmos exatamente o que aconteceu, a impressão de um sonho ou a lembrança da pessoa querida "pode" indicar que o encontro ocorreu.

A grande maioria não consegue enxergar os espíritos amigos que visitam os seres queridos ainda na Terra, contudo, no coração é possível sentir sua amorosa presença, Deus é infinita misericórdia e permite esses encontros durante o sono ou vigília, ficando sempre a lembrança ou a sensação da companhia amorosa. Abra o seu coração à prece sincera e ao equilíbrio emocional e poderá sentir ainda mais intensamente esses momentos.

Nossos parentes, companheiros, filhos e amigos podem realmente nos encontrar durante o sono físico, contudo, isso não se torna verdade para o suicidas diretos ou indiretos. Eles.até podem nos visitar, mas o estado de loucura que mergulha um suicida é tão grande que nada percebe ao seu redor.

Aquele que aprende sobre a vida após a morte e utiliza esse conhecimento para exterminar sua vida acreditando que encontrará o seres amados está cometendo um erro gravíssimo.

Se levares uma vida equilibrada e digna, crescendo em amor, conhecimento e compreensão então receberá, sempre que possível, por acréscimo de misericórdia, o concurso dos que o amam.

Entrando em profundo desequilíbrio, não acreditando na infinita misericórdia de Deus você se torna inapto para esses encontros, não é um castigo, mas uma restrição que você mesmo se impõe. Apoiando-se na prece, freqüentando um centro espírita sério, estudando sobre as verdades espirituais e praticando a caridade você adquire méritos e a harmonia que propiciam esses encontros. A rebeldia sobre os desígnios de Deus somente dificulta a sua caminhada e traz prejuízos para sua saúde.

Como suicida a distancia da separação entre você e o ser querido aumentam e a saudade que agora sente será acrescida do martírio espiritual do suicídio, além das restrições e expiações que serão impostas nas próximas encarnações onde provavelmente não poderá reencarnar próximo a alma querida.

P. Sabeis do suicídio de vossa mãe, em conseqüência do desespero que lhe causou a vossa perda?
R. Sim, e, sem o pesar causado por essa fatal resolução da parte dela, julgar-me-ia completamente feliz.
Pobre, excelente mãe! Não pôde suportar a prova dessa separação momentânea, e tomou, para se unir ao filho, o caminho que dele mais deveria afastá-la. E por quanto tempo! Assim, retardou indefinidamente uma reunião que tão pronta teria sido se sua alma se conformasse submissa às vontades do Senhor; se fosse resignada, humilde, arrependida diante da provação que se lhe impunha, da expiação que deveria purificála!
Orai, oh! orai por ela!. .. e sobretudo não a imiteis, vós outras, mães que vos
comoveis com a narrativa da sua morte. - Não acrediteis que ela amasse mais que as outras mães, a esse filho que era o seu orgulho, não; é que lhe faltaram a coragem e a resignação. Mães, que me ouvis, quando a agonia empanar o olhar dos vossos filhos, lembrai-vos de que, como o Cristo, eles sobem ao cimo do Calvário, donde deverão alçar-se à glória eterna.

Allan Kardec - O Céu e o Inferno

Abaixo copiamos psicografias sobre a amargura vivenciada por espíritos que optaram pelo suicídio por motivos ligados à desencarnação de pessoas queridas.

-Ai de mim! - começou, penosamente -ai de mim, a quem a paixão cegou e venceu, transportando-me ao suicídio! Mãe de dois filhos, não suportei a solidão que o mundo me impusera com a morte de meu marido tuberculoso. Cerrei os olhos ao campo de obrigações que me convidavam ao en¬tendimento e sufoquei as reflexões ante o futuro que se avizinhava. Olvidei o lar, os filhos, os com¬promissos assumidos e precipitei-me no vale fundo de sofrimentos inenarráveis. Há quinze anos, preci¬samente, vagueio sem pouso, à feição da ave im¬previdente que aniquilasse o ninho... Leviana que fui! quando me vi só e aparentemente desampa¬rada, entreguei meus pobres filhos a parentes cari¬dosos e sorvi, louca, o veneno que me desintegraria o corpo menosprezado. Supunha reencontrar o es¬poso querido ou chafurdar-me no abismo da ine¬xistência; todavia, nem uma realização nem outra me surpreenderam o coração. Despertei sob denso nevoeiro de lama e cinza e debalde clamei socorro, à face dos padecimentos que me asfixiavam. Co¬berta de chagas, qual se o tóxico letal me atingisse os mais finos tecidos da alma, gritei sem destino certo!
A essa altura, porque a emotividade lhe inter¬ceptasse a voz, interferi, perguntando, de modo a fixar o ensinamento:
- E não conseguiu retornar ao santuário do¬méstico?
- Ah! sim! fui até lá - informou a interpelada tentando dominar-se -, mas, para acen¬tuar-me a angústia, o toque de meu carinho nos filhos amados, que confiara aos parentes próximos, provocava-lhes aflição e enfermidade. As irradia¬ções de minha dor lhes alcançavam os corpos tenros, envenenando-lhes a carne delicada, através da respiração. Quando compreendi que a minha presença lhes inoculava pavoroso "virus fluídico", de¬les fugi aterrada. É preferível suportar o castigo de minha própria consciência isolada e sem rumo que infligir-lhes sofrimento sem causa! Experi¬mentei medo e horror de mim mesma. Desde então, perambulo sem consolo e sem norte. É por isto que venho até aqui implorando alívio e segurança. Estou cansada e vencida...

Libertação - Chico Xavier - André Luiz

 

Perguntas Respondidas