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Origem
Psicografia - Idealismo
Data Publicação
07/02/2002
Texto

Idealismo

Durante longos e longos anos de minha vida caminhei,

perseverante, através de tortuosas vias, tentando atingir

o topo de uma montanha. Meu olhar estava sempre voltado

para o alto. Fechava os olhos e minha visão espiritual sempre

refletia aquele objetivo.

Muitas vezes os pés sangravam, os obstáculos eram tantos

e tão dolorosos que meu olhar se voltava para baixo, sentindo-me

invadido pelo desânimo e depressão.

Os olhos custavam a secar diante de tantas dificuldades, mas,

apesar das lágrimas e do abatimento momentâneo, o olhar

sempre retomava o alto, voltado à esperança e à fé no Pai.

Lá sempre foi meu objetivo. Era para lá que eu me dirigia. Era como

se eu tivesse sido criado para aquilo; andar, andar, subir aquela

montanha com o topo todo enevado.

Um dia lá cheguei. Meus cabelos e barbas estavam tão encanecidos

tal o topo da montanha. Meus olhos brilhavam de alegria. Enfim havia

conseguido meu intento.

Que bom, meu Deus, vitória, vitória, me sentia o maior vitorioso

do mundo... Olhei ao redor... Olhei novamente... Meu Deus!

Não havia ninguém, ninguém com quem comemorar. Ninguém.

Durante todo meu caminho, naquela senda dolorosa, mas

perseverante, eu havia me perdido em meu ideal, havia

me segregado. Havia esquecido de mim mesmo e esquecido de todos.

Não façam como eu, unam-se sempre como fazem todas

as semanas para trabalharem juntos e atingirem juntos o ideal.

Ninguém consegue nada sozinho.

Ninguém sabe mais que ninguém.

A união faz a força.

Que Deus nos ilumine!

Anônimo - 12/03/1999

Psicografia recebida no Centro Espírita André Luiz

(retirada da Revista Cristã de Espiritismo)